Nasci nas Caldas da Rainha, em 1974.
Cresci numa família onde a fotografia era mais do que profissão, era legado. Primeiro com a minha avó Irene, e depois com o meu pai, Vasco.
Foi no laboratório da minha avó, entre o estúdio, as câmaras analógicas e o laboratório de revelação, que o bichinho começou a crescer.
Aos 8 anos, recebi uma pequena Minolta amarela subaquática, aquela que viria a ser o primeiro instrumento de uma curiosidade que nunca mais o largou.
Três anos depois, o meu pai ofereceu-me a primeira câmara profissional com objetiva intermutável.
O desafio de ajustar o foco manual, medir a luz, controlar a velocidade e escolher o que permanecia dentro e fora do enquadramento tornou-se, desde então, uma obsessão, um exercício contínuo que me ensinou a ver a luz com atenção, a compreender o processo e a sentir, de forma cada vez mais consciente, a emoção de criar imagens.
De forma natural, o meu fascínio voltava-se para o retrato editorial e a paisagem.
Olhava para esse universo com curiosidade, tentando aproximar-me das imagens que tanto me inspiravam.
Aos 15 anos, montei a minha própria câmara escura e comecei a revelar os primeiros trabalhos a preto e branco, num processo ainda intuitivo, mas já profundamente envolvente.
Mais tarde, frequentei a formação da Broncolor, na Suíça, aquela que mais se alinhou com o meu propósito e que consolidou uma base sólida, determinante para o percurso que viria a desenvolver na fotografia comercial e de retrato editorial.
Aos 30 anos, fundei o Pedro Studio, um espaço de design e criação visual que me permitiu percorrer um caminho repleto de experiências na arte de criar imagens.
Ao longo desse percurso, colaborei com marcas e projetos de renome, explorando de forma consistente a relação entre estética, comunicação e emoção.
Depois de anos a viver intensamente o lado comercial e o serviço a clientes, senti a necessidade de criar espaço para um novo capítulo, já na década dos meus 40 anos.
Na base dessa decisão esteve uma consciência mais clara da relação com o tempo, da finitude e do propósito, fatores que me conduziram de volta à essência, a vontade de criar de dentro para fora.
Desde então, tenho desenvolvido uma prática fotográfica onde cada imagem procura ser mais do que forma.
Interessa-me a sua presença, a sua capacidade de comunicar e o espaço que abre à contemplação e à reflexão.
Esse percurso pode ser acompanhado em pedrocastelhano.com
Back to Top